segunda-feira, 13 de abril de 2020

TRANSFORMAR O MUNDO



Sem dúvida alguma precisamos rever o mundo que temos hoje. Como ele está não dá para continuar, apesar de não acreditar que vamos mudar muito porque o nosso planeta está dominado por líderes da pior qualidade, como podemos notar através de Trump, dos Estados Unidos e Bolsonaro, do Brasil.

Além disso, a população não precisa esperar que os líderes políticos iniciem uma transformação na relação entre os povos. Precisamos ter mais consciência da vida e somos todos irmãos e irmãs.

Mas admito está meio cético em relação de ter uma nova sociedade pós coronavírus porque ainda podemos notar uma pandemia de estupidez no Brasil e no mundo. Boa parte das pessoas perdeu a razão. No Pará, por exemplo, uma família de fanáticos do Bolsonaro queria agredir uma médica para ela retirar do atestado de óbito do ente dessa família a covid-19 como motivo da morte. Em São Paulo, vimos uma carreata da morte apoiando o presidente e desejando a morte de um governador. No mundo, vemos países, especificamente a China, fazendo leilão de equipamentos e produtos de combate ao novo coronavírus. Vemos os Estados Unidos atropelando, com o seu dinheiro, outros países na agonia mundial de adquirir materiais de combate à covid-19. Os Estados Unidos até mesmo confiscaram respiradores que estavam a caminho do nosso Nordeste. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Bom destacar que esse vírus se espalhou pela arrogância que esses líderes mundiais trataram a covid-19, a começar pela China, que demorou a notificar a Organização Mundial de Saúde sobre a gravidade da situação, além de demorar em dar informações concretas sobre o novo coronavírus. Houve arrogância nos outros países, como Itália, Espanha, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos, que demoraram a agir e milhares de pessoas morreram e morrerão por causa do descaso dos governantes no início da pandemia. Aqui no Brasil, a arrogância ainda continua. Temos um sádico na presidência que não se importa com a vida dos brasileiros. Toda reação contra o novo coronavírus está ocorrendo à sua revelia.

Mas o mundo como ele existe hoje não pode continuar. Precisamos ter uma nova relação com a natureza, com Deus, entre a gente e uma nova relação conosco mesmo. Temos que lutar por um mundo diferente deste, após a pandemia, como defende o Papa Francisco. Não é possível mais, por exemplo, manter o nível de consumo que temos hoje. Não é possível que o "ter" seja mais importante que o “ser”. O sistema capitalista selvagem, se não sairmos dele, precisa ser pelo menos humanizado, se é que é possível dentro desse sistema.

Numa nova realidade nos preocuparíamos mais uns com os outros, o ser humano seria o foco do aparelho estatal, mas sem cair no individualismo, que acarreta o egoísmo. Nas escolas, a ênfase seria a formação de cidadãos, e não apenas de mão-de-obra qualificada. Valores como o amor, o respeito, a tolerância, a solidariedade, a dignidade da pessoa humana ressurgiriam. Temos que pensar na Democracia Substantiva, ou seja, com maior participação popular na vida politica.

Quem tem esse ideal, de um novo mundo pós coronavírus, não pode ficar inerte. A beleza da vida está luta e na fé. Pode ser um simples sonho, mas prefiro fazer companhia a um homem santo, como o Papa. Precisamos transformar o mundo.

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