segunda-feira, 18 de maio de 2020

ROMÂNTICO POLÍTICO

Fui apelidado de romântico político por acreditar que política deve estar a serviço do bem-estar social. Sou considerado como ingênuo por acreditar em princípios morais na política e por não me submeter à imoralidade política. Ora, estou no lado certo. Pois muito bem: sou romântico político com orgulho.

O pensador Hélio Ramos de Oliveira certa vez escreveu assim: “sou um ingênuo que acredita na política como realizadora e um idiota em acreditar no homem político”. Não quero perder a pureza do sentido da política. Por natureza, somos seres políticos e quando ocupamos um cargo público devemos fazer o máximo para melhorar a vida das pessoas. Entendo que a política é a arte de fazer com que a humanidade possa se desenvolver, em todos os sentidos.

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na Cidade-Estado, ou pólis), e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva). A política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam conhecimento como meio para a ação.

Por isso não me dobro. Política não pode ser usada para interesses pessoais. Poderia até ganhar muito caso eu perdesse o romantismo político e vivesse na política real, mas não quero isso. Política é uma invenção para servir como instrumento para buscar a felicidade humana, voltado o bem-estar social da comunidade. É nisso que acredito. Negociata, acordão político, essas sujeiradas precisam ter um fim. Eu só defendo o que a política dever ser. Ora, Estou no lado certo. Pois muito bem: sou romântico político com orgulho.

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